MÃE POUCO PERFEITA

Sou uma boa mãe?!

Qualquer mãe tem momentos em que coloca esta questão,

quer seja por insegurança,

ou porque sentiu que naquele momento não esteve à altura

do grande desafio que é a maternidade!

Eu cá…considero-me boa mãe… mas estou bem longe da perfeição! Há dias em que sinto que não consigo ser a mãe que gostaria de ser… Mas logo de seguida, lembro-me que o mais importante não me falta, o amor! Esse é do tamanho do mundo!

Sou uma mãe que planifica ao segundo, cada dia que passa, para estar o maior tempo possível em casa… Mas, que tem dias, em que está atropelada com tarefas domésticas sem fim, que a impedem de fazer aquilo que mais gosta… dar atenção aos filhos!

Sou uma mãe que tem o prazer de receber muito mimo… fica ali de rosto colado, num abraço apertado, que lava a alma…. Mas, que tem dias,  em que se lamenta, por os filhos serem tão colados à mãe, que não sabem brincar sozinhos!

Sou uma mãe que grita, que repreende, que não consegue ficar indiferente… que impõe regras e diz não com convicção! Mas, tem dias, em que cede vontades apenas porque está cansada de mais, para aturar outra birra!

Sou uma mãe que faz pelos filhos apenas o que eles não conseguem fazer sozinhos. Mas, tem dias, em que também os veste, lava-lhes os dentes, calça-lhes os sapatos, quase que lhes dá a comida à boca, só porque tem de chegar a horas ao trabalho!

Sou uma mãe que brinca, que adora ouvir gargalhadas, de ver as suas graças. Mas, tem dias, em que também sou a mãe que chega tão cansada, que só lhe apetece ficar sentada no sofá a olhar para a televisão!

Sou uma mãe que sai, uma vez por ano, só com o marido, para descansar e gozar um momento a dois.  Mas,  passa todo o dia, a falar dos filhos, e só pensa em voltar!

Sou uma mãe que com a barafunda lá de casa, peço momentos de silêncio. Mas, nos dias, em que o silêncio impera, fica preocupada, porque ou os miúdos estão a fazer alguma coisa que não devem, ou estão doentes!

Sou apenas mãe…não sou uma super mãe! Aprendi que aceitá-lo é a chave para viver a maternidade de forma tranquila e gratificante! A verdade é que, no meio de tantas contradições, sou a melhor mãe que consigo ser… e por isso digo sem culpas… Sou uma mãe pouco perfeita!

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