INFINITAMENTE MÃES

Não se nasce para a maternidade de forma súbita, imediata…  cada mulher nasce como mãe, num processo próprio, único, seu.

Não se nasce para a maternidade no momento em que se constata que não se pode adiar mais a decisão de ter um filho… vai-se nascendo sempre que se pensa na felicidade de um dia ser o colo de uma criança.

Não se nasce para a maternidade  quando se ouve o bater do coração… vai-se nascendo, no desejo de ser mãe, na ânsia de engravidar, no entusiasmo que se sente quando se vê um bebé.

Não se nasce como mãe só porque se deu à luz… há quem nunca consiga conhecer  a imensidão do amor, mesmo estando a olhar para ele de frente.

Cada mulher nasce como mãe de uma forma singular, cada mãe é a prova viva de que o amor se pode pintar de milhares de cores e sonhos, sem nunca envelhecer ou serenar.

Cada filho resgata do coração da mãe aquilo que ele tem de mais puro, transparente, apaixonado…

Mãe é alguém  que age de forma imediata sempre que o filho se encontra em dificuldades, sem pensar nos constrangimentos que vai ter de enfrentar.

Mãe é alguém que abraça o filho que está triste, que partilha as suas lágrimas, e a seguir lhe promete que tudo vai correr bem… e o filho acredita, porque as mães dizem sempre a verdade.

Mãe é alguém que quando chega a casa cansada e encontra o filho já a dormir, vai-se deitar de mansinho junto dele, só para sentir o cheiro da sua pele e se deixar embalar no ritmo daquela respiração tranquila.

Mãe é alguém que sorri para o filho mesmo quando está triste, que dança mesmo quando se encontra exausta,  que sente sempre que ainda não deu os beijos todos que precisa para aquecer o coração.

Nasce-se para a maternidade a cada sorriso, cada cuidado,  cada segundo. Toda a maternidade tem a sua história… uma história que nunca conhece o fim.

 Infinitamente mães

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