VÓMITOS… COMO CONTORNAR A SITUAÇÃO

As crianças brincam sem parar, correm, saltam…  possuem uma energia sem fim.

Às vezes estou a ver os meus filhos brincar e fico cansada só de olhar, e entre tanta agitação dou por mim a pedir para se aquietarem. Mas na verdade quando eles ficam quietos, eu fico preocupada… é que não costuma ser bom sinal (ou estão a maquinar alguma marotice ou estão a ficar doentes).

Há alguns dias atrás, o meu mais pequeno ficou quieto… assim como quem não está bem. A mãozinha na barriga a dizer que doía, uma palidez que não lhe é habitual. Sem febre, ou outros sinais mais concretos, até que vomitou. Vomitou e chorou muito, ficou ainda mais pálido, voltou a vomitar uma e outra vez.

Os episódios de vómito podem surgir por vários motivos, podendo ter por base uma causa infeciosa (vírus, bactérias), erros/intolerâncias alimentares,  ou traduzir apenas uma indisposição.  No meu caso, penso que não passou de isso mesmo, de uma indisposição.

Para controlar o vómito é importante que a criança faça uma pausa alimentar, que fique sem comer e beber durante pelo menos  1 hora,  e que os pais consigam resistir à súplica das crianças (que muitas vezes pedem insistentemente água ou mesmo comida). Só assim a barriguinha poderá descansar e será possível iniciar a oferta de líquidos, para que se consiga ultrapassar a situação. E foi isso que fiz…

Depois de passado este período, e não se registando novos episódios de vómito, é altura de oferecer líquidos frescos de forma fracionada. O ideal é adquirir na farmácia um soro de rehidratação oral, cuja constituição responde à perda de eletrólitos causada pelos vómitos. Mas se isso não for possível, ou a criança detestar o sabor, pode ser oferecida uma água chalada açucarada e bem fresca (chá de camomila ou tília pode ser a solução). Com o meu filho costuma funcionar e fui oferecendo uma colher de chá de 10 em 10 minutos, durante cerca de 1 hora.

Na grande maioria das situações consegue-se assim preparar a criança para a ingestão de sólidos, mas cada caso é um caso e o ideal é não forçar. Estar a tolerar líquidos já é muito bom, pelo que se deve adiar a oferta de comida até que a criança manifeste esse desejo. Pode-se dar uma bolachinha ou eventualmente umas colheres de iogurte, sem insistência e ao ritmo da criança.

No meu caso as coisas correram bem, mas os dias que se seguiram não foram fáceis, pois ele manteve pouco apetite e foi necessário  fracionar as refeições (comer menos de cada vez e mais vezes ao longo do dia), oferecendo alimentos pobres em gorduras e de mais fácil digestão.

Existem situações mais complicadas, em que nada destas estratégias resulta e a criança vomita persistentemente ou fica molinha, pouco reativa, muito pálida, com olheiras, lábios e língua seca,  sendo mesmo necessário recorrer ao serviço de urgência. Que seja o menos comum e que a maioria dos pais consiga implementar estas medidas com sucesso, protegendo a criança de procedimentos mais invasivos.

 

 Que os pais se sintam seguros e capacitados para avaliar cada situação, confiando no seu instinto e procurando ajuda sempre que necessário.

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