DE OLHO NO PIOLHO!

Um dos maiores pesadelos para pais e filhos, que leva muitos pais à beira de um ataque de nervos, é a infestação de piolhos no couro cabeludo.  Nos meses quentes de Verão esta tendência agrava-se, e são muitas as crianças afetadas.

 A pediculose é uma doença cutânea, caracterizada pela infestação de pequenos insetos transparentes (piolhos), que se alimentam do sangue humano, assumindo uma coloração castanha/avermelhada.  São pequenos parasitas (medem entre 2 a 4 mm), cujas fémeas põem diariamente 3 a 4 ovos. A esses ovos dá-se o nome de lêndeas, que demoram entre 7 a 10 dias a eclodir.

Os piolhos não voam nem saltam. Passam de uma cabeça para outra através do contacto direto e fora do hospedeiro sobrevivem apenas 48h.

Há quem diga que os piolhos gostam mais de cabeças limpas, mas na verdade não parecem ser muito esquisitos. Seja loura ou morena, com caracóis ou lisa, qualquer cabecinha parece um bom local para viver e prosperar!

Ter piolhos não é culpa de ninguém, nem motivo de vergonha. Pode acontecer a qualquer um e se acontecer, tem que se tratar.

As meninas parecem ser mais afetadas, mas os estudos revelam que não existe uma tendência particular para esse fenómeno. O que acontece é que as meninas estabelecem habitualmente brincadeiras de maior proximidade física, partilham escovas, pentes, chapéus, tiaras… Este é o sonho de qualquer piolho: saltar da cabeça de uma princesa para outra.

PREVENIR

  • Há que vigiar regularmente a cabeça das crianças, procurando intrusos (tenha atenção a zonas quentes e húmidas, tal como a nuca e a região atrás das orelhas). Não espere pela comichão, pois ela pode aparecer até 2 semanas após a infestação.
  • Usar o cabelo preso também diminui a probabilidade de contrair a doença.
  • A criança deverá ser ensinada a usar apenas o seu pente/escova, evitando partilhar elásticos ou outros acessórios para colocar no cabelo.
  • As piscinas são ambientes particularmente propícios à disseminação da pediculose. O uso de touca poderá ser de grande ajuda neste controlo.

 

TRATAR

  • Escolha um produto antiparasitário apropriado e aplique-o à criança. Aconselha-se que estenda esta aplicação aos outros elementos da família.
  • Deverá lavar pentes, escovas, chapéus, toalhas, fitas de cabelo e quaisquer acessórios que tenham estado em contacto direto com o cabelo (nunca a menos de 60 graus!!!)
  • Aspire a casa e o carro, incluindo a cadeira de transporte. Livre-se do saco!
  • Não pense que os produtos antiparasitários podem fazer tudo! São uma ajuda preciosa, mas não são fazedores de milagres. É aqui que habitualmente reside o erro dos pais, e por isso muitas vezes ouvimo-los dizer que já experimentaram de tudo e que nada resulta.  A verdade é que tem que continuar diariamente a pentear cuidadosamente o cabelo com um pente fino, e a inspecionar o couro cabeludo (quem lhe garante que não há por ali um surviver?).  Já as lêndeas são particularmente difíceis de tirar e se ficar alguma com réstia de vida, basta uma semaninha para os piolhitos voltarem a dar um ar da sua graça.

 

Tomando esta medidas vai ver que acaba por conseguir controlar a situação.

Que não seja o piolho a estragar as férias de Verão!

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