ADAPTAÇÃO À CRECHE/INFANTÁRIO

Para muitas crianças é chegada a hora de iniciar na creche ou no jardim de infância.

A ansiedade paira no ar, o friozinho na barriga, o coração a palpitar, o medo de não conseguir aguentar a separação e de desatar numa choradeira sem fim…!

E não me refiro só às crianças… por vezes são os pais quem mais sofre com esta adaptação!

Não é um momento fácil, mas se a decisão já foi tomada é porque é a mais acertada. Os pais receiam que a criança chore, que não queira ficar, que não se integre, que tenha dificuldade em se relacionar com os outros meninos.

É um mundo novo, e inevitavelmente exige uma adaptação gradual. Não é uma tarefa que os nossos filhos consigam fazer facilmente sozinhos, sendo necessário que os pais adotem uma atitude favorável.

Como é que uma criança se sentirá segura num ambiente que lhe é estranho, se os pais prolongam interminavelmente o momento da despedida?

E como ficará aquele coraçãozinho se os pais deixarem correr uma lágrima?

Queremos que os nossos filhos entendam que a escola é um espaço de felicidade, mas isso não será automático. O início pode não ser fácil para algumas crianças, o que também varia de acordo com as suas vivências e personalidade, mas é preciso que a atitude dos pais os faça acreditar que, se ficam ali é porque o espaço é seguro.

O que deve fazer, e o que é importante evitar:

– Não fuja nem evite despedir-se. Se o fizer, irá quebrar a confiança que a criança tem em si, e provocar sentimentos de abandono e desespero. Esta é uma atitude que não deve tomar.

– Não prolongue as despedidas, não volte atrás para mais um beijinho ou mais um abraço. Irá apenas aumentar a angústia de ambos.

– Seja carinhoso, mas firme. Se tiver que soltar uma lágrima, faça-o fora da escola.

– No momento de deixar o seu filho, explique-lhe que mais tarde o virá buscar. É importante que verbalize este tipo de informação (a situação é nova e não há espaço para deduções).

– Seja consistente. Ir à escola num dia e faltar no outro, irá prolongar o período de adaptação e dificultar o processo.

–  Se existir disponibilidade da parte dos pais, opte por uma integração gradual,  aumentando progressivamente o tempo que o seu filho fica na escola. Nos primeiros dias deixe-o ficar apenas no período da manhã, depois vá buscá-lo para o almoço, até que sem dar conta, sente que o seu filho já está integrado, e já o deixa o tempo todo na escola, sem stress!

Num processo natural, esta fase será curta e não demorará mais de 1 mês (no pior cenário). No entanto, cada criança tem o seu tempo, não a pressione, compreenda! Se as lágrimas, dores de barriga matinais e recusa em ficar se prolongarem no tempo, converse com a educadora. A avaliação que fará da situação, será certamente uma ajuda preciosa.

É extraordinário ver os filhos crescer, perceber que adquirem todos os dias mais autonomia, desenvolvem competências sociais e aprendem coisas novas à velocidade da luz. É por isso que a escolinha é tão importante… porque às crianças não bastam os pais!

Os nossos meninos são nossos, mas voltados para o mundo e para os outros!

E ao final do dia ganhamos deles o melhor abraço… e com sorte ainda nos contam todas as novas aventuras que viveram!

 

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