GASTROENTERITE… A VIROSE DE QUE SE FALA!

 Mão na barriga a dizer que dói, uma palidez que não é habitual, sem febre, ou outros sinais mais concretos, ar enjoado, até que surge o vómito!

Os episódios de vómito podem surgir por vários motivos, pode ter por base uma causa infeciosa, erros/intolerâncias alimentares,  ou traduzir apenas uma indisposição.

Na maioria dos casos de que os pais falam, aqueles em que começa numa criança da turma que  de repente se estende a várias outras, tratam-se de viroses! Passo a explicar são causadas por vírus, que proliferam através de mãos mal lavadas, entre brincadeiras de colegas!

Sendo causadas por vírus o tratamento é apenas controlar sintomas ( vómitos, diarreia, febre e dor abdominal).

Para controlar o vómito é importante que a criança faça uma pausa alimentar, que fique sem comer e beber durante pelo menos  1 hora,  e que os pais consigam resistir à súplica das crianças (que muitas vezes pedem insistentemente água ou mesmo comida). Só assim a barriguinha poderá descansar e será possível iniciar a oferta de líquidos, para que se consiga ultrapassar a situação. E foi isso que fiz…

Depois de passado este período, e não se registando novos episódios de vómito, é altura de oferecer líquidos frescos de forma fracionada. O ideal é adquirir na farmácia um soro de rehidratação oral, cuja constituição responde à perda de eletrólitos causada pelos vómitos. Mas se isso não for possível, ou a criança detestar o sabor, pode ser oferecida uma água chalada açucarada e bem fresca (chá de camomila ou tília pode ser a solução). Com o meu filho costuma funcionar e fui oferecendo uma colher de chá de 10 em 10 minutos, durante cerca de 1 hora.

Na grande maioria das situações consegue-se assim preparar a criança para a ingestão de sólidos, mas cada caso é um caso e o ideal é não forçar. Estar a tolerar líquidos já é muito bom, pelo que se deve adiar a oferta de comida até que a criança manifeste esse desejo. Pode-se dar uma bolachinha ou eventualmente umas colheres de iogurte, sem insistência e ao ritmo da criança.

No meu caso as coisas correram bem, mas os dias que se seguiram não foram fáceis, pois ele manteve pouco apetite e foi necessário  fracionar as refeições (comer menos de cada vez e mais vezes ao longo do dia), oferecendo alimentos pobres em gorduras e de mais fácil digestão.

Na criança com diarreia o importante é oferecer líquidos de forma a evitar a desidratação. A diarreia pode manter-se durante vários dias.

Observe o seu filho, existem situações mais complicadas, em que nada destas estratégias resulta e a criança vomita persistentemente ou fica molinha, pouco reativa, muito pálida, com olheiras, lábios e língua seca,  sendo mesmo necessário recorrer ao serviço de urgência. 

Que recorrer ao serviço de urgência, seja cada vez  menos comum e que a maioria dos pais consiga implementar estas medidas com sucesso, protegendo a criança de procedimentos mais invasivos.

 

 Que os pais se sintam seguros e capacitados para avaliar cada situação, confiando no seu instinto e procurando ajuda sempre que necessário.

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