MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA NO SERVIÇO DE URGÊNCIA EM PICO DE GRIPE!

Já chegou a malvada da gripe que entope todas as urgências do país! Sobreviver a um longo tempo de espera não é fácil… mas é possível! Não acredita? Respire fundo e siga os meus conselhos… Tudo para que a ida à urgência não se torne num verdadeiro trauma para toda a família!

1 – Recorra a urgência apenas se a situação for urgente

Se a situação clínica não for urgente, corre um sério risco de ficar várias horas à espera de atendimento. A situação  clínica urgente é súbita, teve inicio há menos de 7 dias, tem febre alta, dor moderada ou elevada, dificuldade em respirar…

Situações de tosse prolongada, sem febre, não são consideradas urgentes. Nestas situações, o melhor é ir ao Centro de Saúde. Pode esperar, mas de certeza que espera menos!

Se tem dúvidas, se é urgente, pode sempre ligar para o serviço de saúde 24. Assim, permanece no conforto do seu lar, é avaliado por um profissional de enfermagem qualificado, que lhe dará todas as recomendações e fará o encaminhamento adequado se for esse o caso.

2 – Conforme-se com a fatalidade da espera

Mesmo os casos mais urgentes, em pico de afluência esperam sempre cerca de 1 hora. Mentalize-se ao que vai, assim será mais fácil aguentar a espera.

3 – Oiça os enfermeiros

A triagem serve para atribuição da prioridade clínica, mas também para a criança ser alvo de uma primeira avaliação. São dadas na triagem as primeiras orientações relativas à situação clínica, executam-se tratamentos, e se necessário o seu filho fica em vigilância. Caso seja atribuído a cor laranja e amarelo é considerado urgente, verde é considerado pouco urgente.

4 – Aguarde no sitio indicado para a espera

Em época de gripe os utentes são encaminhados para esperar de acordo com a patologia. Ao sair da área indicada corre o risco de contaminação. Não quer entrar com uma doença e sair com outra? Pois não?!

Por norma os locais mais isolados, em que os pais tentam permanecer, apenas porque o ambiente é mais sossegado, são precisamente os locais utilizados para isolar, ou seja, é onde estão ou já estiverem as patologias com maior risco de contágio!

5 – Seja compreensivo e educado

Esperar é difícil.. mas não se pode esquecer que os profissionais que estão a trabalhar são seres humanos e como tal, também precisam de almoçar, lanchar, jantar e ir ao WC!!! Aborde os profissionais da mesma forma que gostava de ser abordado no seu local de trabalho. Uma comunicação inadequada,  poderá induzir que a situação do seu filho não seja corretamente avaliada!

6 – Leve comida e água

 Já sabe que a espera vai ser longa… e que a criança vai ficar cansada, então se estiver com fome ou sede, mais complicado fica! Previna-se. Mas se o seu filho recorreu por vómitos ou dor abdominal, pergunte primeiro ao enfermeiro se pode comer.

7 – Distraia o seu filho

Ele gosta de jogos no telemóvel? É a altura ideal para o deixar jogar todos os que ele quiser… agora a maior parte das urgências já tem WIFI gratuito!

8 – Apenas um acompanhante com a criança

Na maior parte das urgências só é permitido um acompanhante. Para quê levar toda a família? Quando vai com a criança para o hospital com irmãos que não estão doentes, depressa ficam…! Há sempre uma avó, uma tia! Quanto mais pessoas estão presentes, maior ansiedade se cria no momento.

9 – Se a situação clínica não é muito urgente, evite as urgências no período nocturno

 É verdade que o tempo de espera é menor, mas os profissionais que estão de serviço, já levam um longo dia de trabalho e o cansaço torna qualquer pessoa menos hábil!

Para além disso, a criança com sono e rabugenta é mais difícil de observar… daí que a avaliação clínica seja mais difícil de ser feita!

Se for de noite, corre sérios riscos de ficar no hospital em observação… até de manhã! Eu cá prefiro dormir no quentinho dos meus lençóis! Descanse e recorra ao serviço pela manhã!

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