VAMOS A BANHOS? NA ÁGUA TODO O CUIDADO É POUCO

Férias, sol, calor, diversão! Sim, tudo isto e mais umas coisinhas…. um gelado guloso, os pezinhos na areia e uns mergulhos para refrescar.

Não é preciso muito para fazer as crianças felizes e não há criança que não adore tomar umas banhocas e brincar com a água, seja no mar, rio, piscina ou até num alguidar no quintal lá de casa. Brincam sem parar e às vezes estão a bater o dente de frio e a dizer que ainda querem ficar mais um bocadinho.

Mas brincar na água é muito mais que um divertimento! Brincar na água é coisa muito séria… exige vigilância, consciência e avaliação dos riscos (da parte dos pais, claro!).

Ninguém gosta de falar de assuntos que criam angústia e medo, mas nunca é demais lembrar que a morte por afogamento continua a ser a 2ª causa de morte acidental nas crianças em Portugal. Sim, todos os anos, acontecem tragédias destas, que muitas vezes poderiam ser evitadas, tomando algumas precauções.

– A regra de ouro é VIGIAR!

De olhar preso nos pequenos, sem facilitar. Nada de ir ali num instantinho atender o telefone e deixar a criança na piscina só por um segundo. É o que basta para se afogar, pois tudo acontece de forma rápida e sem avisar… o afogamento é silencioso!

– As piscinas residenciais devem ter o acesso vedado. Se tem piscina em casa deve investir num gradeamento, de pelo menos 1,20mt de altura.

Nunca deixe brinquedos na piscina (bolas, bóias). A criança pode-se sentir atraída pelo brinquedo e cair na piscina enquanto tenta chegar-lhe.

Não sobrevalorize as capacidades da criança. Os acidentes também acontecem aos que sabem nadar, pois atrevem-se mais e colocam-se em situações delicadas. Não queremos fomentar o medo, mas apelar à consciência.

– Opte por colocar à criança colete de salvação, é considerada a medida mais segura.

Nunca confie a sua criança a outra criança mais velha! Este é um erro muitas vezes cometido.

– Nada daquelas brincadeiras tontas de simular situações de aflição e de afogamento. Há coisas que não são para brincar!

– Em espaços novos (casa de férias) deve inspecionar o local logo à chegada. Avalie os riscos, crie estratégias para os tentar minimizar, converse atentamente com os seus filhos e estabeleça regras. A grande maioria dos acidentes ocorre nos primeiros dias de férias.

– Na praia opte por praias vigiadas e dê o exemplo, respeitando sempre os sinais das bandeiras e cumprindo as indicações dos nadadores-salvadores.

– Se a criança esteve a chapinhar num alguidar ou mesmo na banheira e a brincadeira acabou, deve despejar a água. Não deixe água em baldes, piscinas infantis ou outros recipientes… uma criança pequena pode-se afogar em menos de um palmo de água!

ENSINE O SEU FILHO A NADAR!

SE NÃO SABE NADAR, É HORA DE IR APRENDER!

Que seja um Verão de muitos e bons mergulhos, daqueles que nos afogam em sorrisos e fellicidade!

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